08/09/2026
“Eu não consigo decidir nada sem dar mil voltas à cabeça.”
“Eu não posso simplesmente deixar o meu trabalho. Tenho contas para pagar.”
“Eu gostava de fazer outra coisa, mas nesta idade vou começar do zero?”
“Eu ligo demasiado ao que os outros pensam. Sempre fui assim.”
“Eu não era capaz de me separar e começar tudo outra vez.”
“Agora com filhos já não posso pensar só naquilo que eu quero.”
Parece que estás apenas a dizer coisas sobre ti e sobre a tua vida.
Mas quando repetes estas frases durante anos, começas a agir de acordo com elas.
Se repetes “eu não posso deixar o meu trabalho, tenho contas para pagar”, provavelmente nem vais procurar outras opções.
Se repetes “eu não era capaz de começar tudo outra vez”, vais encontrar razões para f**ar onde estás, mesmo quando já querias outra coisa.
Se repetes “eu ligo demasiado ao que os outros pensam”, antes de fazeres alguma coisa vais pensar no que os outros vão achar ou quem vai f**ar chateado contigo.
Tomas decisões de acordo com aquilo em que acreditas.
Essas decisões dão-te resultados parecidos.
E esses resultados parecem confirmar:
“Estás a ver? Eu sabia. Eu sou mesmo assim.”
E a história f**a cada vez mais forte.
Mas se começares a contar uma história diferente, também podes começar a agir diferente.
Não estou a dizer para repetires coisas em que não acreditas, tipo:
“Sou super confiante. Consigo tudo. Nada me assusta.”
Porque não vai mudar assim por magia.
Mas podes começar por:
“Já consegui fazer coisas que achei que não ia conseguir.”
“Posso ter medo e avançar na mesma.”
“Só porque sempre fiz assim não signif**a que tenha de continuar.”
“Posso decidir algumas coisas sem perguntar a toda a gente o que acha.”
“Ter 40 anos não signif**a que o resto da minha vida já esteja decidido.”
Aos poucos, começas a dar ao teu cérebro outras provas sobre ti.
Aquilo que repetes influencia aquilo em que acreditas.
Aquilo em que acreditas influencia aquilo que tentas.
E aquilo que tentas influencia a vida que acabas por construir.
Por isso, da próxima vez que disseres “eu sou assim”, pergunta-te: