Thiago Paiva

Thiago Paiva Oriento gestantes e atletas gestantes a treinarem com segurança. Utiliza como ferramenta a metodologia CORE360º, pioneira em treinamento funcional no Brasil.

Personal Trainer colaborador no Studio Eco Treinamento Funcional e Coordenador da Thiago Paiva Personal Trainer. Pós Graduando em Fisiologia do Exercício - CEFIT. Acredita que o corpo deve ser visto de uma forma integral e consciente, trabalhado de maneira completa com o intuito de se promover novas experiencias a partir do movimento.

As embalagens de alimentos com os rótulos “alto em sódio, açúcar adicionado e gordura saturada”, te levam a compressão p...
01/09/2026

As embalagens de alimentos com os rótulos “alto em sódio, açúcar adicionado e gordura saturada”, te levam a compressão para a escolha consciente daquilo que você vai levar pra casa .

É necessário também a compreensão dos riscos de não se movimentar, de não fazer exercício durante a gravidez.

A gestação aumenta os riscos para trombose, escolher o exercício na gravidez é uma maneira de prevenção.

A gestação é um estado fisiológico de resistência a insulina, um corpo preparado maneja esse estado e reduz o risco para diabetes gestacional. O exercício previne e controla a diabetes gestacional.

As adaptações cardiovasculares essenciais para gerar uma vida, também serão melhores se você estiver praticando exercício.

Escolher o exercício na gravidez é escolher saúde pra você e para o seu bebê .

Não orientar o exercício na gravidez, é prescrever doença .

O retorno ao exercício é uma das prioridades no primeiro ano pós-parto.A recomendação atual não é esperar seis semanas p...
29/08/2026

O retorno ao exercício é uma das prioridades no primeiro ano pós-parto.

A recomendação atual não é esperar seis semanas para começar a se movimentar. A mobilização com atividades leves, como caminhada, pode começar precocemente, conforme tolerância. Exercícios leves para a musculatura abdominal e treinamento dos músculos do assoalho pélvico também podem ser iniciados quando a mulher tiver capacidade para realizá-los.

Para avançar para exercícios de intensidade moderada a vigorosa, a recuperação precisa ser considerada. Incisões cirúrgicas ou lacerações perineais devem estar suficientemente cicatrizadas e a loquiação não deve

A diretriz recomenda iniciar ou retornar à atividade física moderada a vigorosa dentro das primeiras 12 semanas pós-parto para favorecer a saúde mental. A progressão deve ser gradual, individualizada e orientada pelos sintomas, considerando tipo de parto, complicações na gestação ou no pós-parto, recuperação física, saúde mental e nível prévio de atividade.

O objetivo ao longo do primeiro ano é acumular pelo menos 120 minutos semanais de atividade física moderada a vigorosa, distribuídos em quatro ou mais dias, combinando exercícios aeróbios e treinamento de força. O treinamento dos músculos do assoalho pélvico é recomendado diariamente.

Não existe uma única semana que determine o retorno de todas as mulheres. Existe uma recuperação que precisa ser acompanhada e uma exposição ao exercício que precisa progredir de acordo com a resposta de cada puérpera.

Davenport MH, Ruchat SM, Jaramillo Garcia A, et al. 2025 Canadian guideline for physical activity, sedentary behaviour and sleep throughout the first year post partum. Br J Sports Med. 2025;59(8):515-526. doi:10.1136/bjsports-2025-109785.

No Dia Internacional da Gestante, eu desejo que a mulher esteja no centro do cuidado.Que sua saúde não seja resumida ao ...
15/08/2026

No Dia Internacional da Gestante, eu desejo que a mulher esteja no centro do cuidado.

Que sua saúde não seja resumida ao crescimento do bebê, ao resultado dos exames ou à via de parto. Gestação também é saúde cardiovascular, saúde mental, capacidade física, autonomia e qualidade da assistência recebida.

Ainda temos problemas importantes que atravessam esse período e que não deveriam ser naturalizados. Muitos deles podem ser prevenidos, identificados mais cedo ou manejados melhor quando existe acesso, acompanhamento e cuidado qualificado.

Cuidar da gestante é reconhecer que existe uma mulher antes, durante e depois da gravidez. E a qualidade desse cuidado pode mudar toda a trajetória dela.

Por isso, exercício na gravidez não deveria ser resumido a uma “caminhadinha”, a um limite de 140 bpm ou a uma lista pro...
14/08/2026

Por isso, exercício na gravidez não deveria ser resumido a uma “caminhadinha”, a um limite de 140 bpm ou a uma lista pronta de exercícios proibidos.

Prescrição precisa considerar o estado prévio e atual de saúde, a experiência com exercício, o condicionamento, os objetivos, as preferências e a resposta daquela gestante ao treino.

A evidência atual sustenta uma prática muito menos baseada em restrições genéricas e muito mais em avaliação, individualização e boa prescrição.

Menos medo. Mais critério. Mais individualização.

Artal R, O’Toole M. Guidelines of the American College of Obstetricians and Gynecologists for exercise during pregnancy and the postpartum period. Br J Sports Med. 2003;37(1):6-12. doi:10.1136/bjsm.37.1.6.

Mottola MF, Davenport MH, Ruchat SM, Davies GA, Poitras VJ, Gray CE, et al. 2019 Canadian guideline for physical activity throughout pregnancy. Br J Sports Med. 2018;52(21):1339-1346. doi:10.1136/bjsports-2018-100056.

Mudanças biomecânicas fazem parte da gravidez. O problema começa quando uma alteração observada na literatura é transfor...
10/08/2026

Mudanças biomecânicas fazem parte da gravidez. O problema começa quando uma alteração observada na literatura é transformada, automaticamente, em justificativa para restringir movimento.

A revisão de Conder et al. mostra justamente o contrário de uma resposta uniforme: há grande variabilidade entre estudos e entre mulheres. Em vários parâmetros, os achados são conflitantes, e os próprios autores destacam que diferenças morfológicas individuais podem modificar a forma como cada gestante responde biomecanicamente à gravidez.

Isso muda a forma de interpretar a biomecânica na prática. Um achado populacional pode ajudar a direcionar a observação, mas não deve ser usado isoladamente para decidir o que uma gestante pode ou não fazer.

A prescrição precisa continuar sendo individual: considerar função, sintomas, resposta ao exercício, demanda da tarefa, contexto clínico e obstétrico, experiência prévia e preferência da participante.

Reconhecer adaptações biomecânicas não significa criar medo do movimento ou proibições automáticas.

Referência: Conder R, Zamani R, Akrami M. The Biomechanics of Pregnancy: A Systematic Review. J Funct Morphol Kinesiol. 2019;4(4):72. doi:10.3390/jfmk4040072.

Meu herói ❤️
09/08/2026

Meu herói ❤️

08/08/2026

É muito comum ouvir que o ideal é esperar o ultrassom para começar a treinar, só que no primeiro trimestre a gestação não é pausa, é adaptação. Nesse início, quem se movimenta é a mãe, quem se desenvolve é o embrião e depois o feto, e a placenta já responde a esse ambiente desde muito cedo.

O exercício físico, quando bem orientado, contribui para a saúde vascular materna e para um ambiente gestacional mais favorável. Os ultrassons são fundamentais no acompanhamento obstétrico, mas não são, de forma isolada, um critério inicial para definir o exercício no começo da gravidez.

Esperar exames sem indicação clínica para se movimentar não protege a gestação. Na prática, apenas prolonga o sedentarismo.

Muitas gestantes escutam duas mensagens opostas no final da gravidez: antes de 37 semanas, “segura o treino para o bebê ...
03/08/2026

Muitas gestantes escutam duas mensagens opostas no final da gravidez: antes de 37 semanas, “segura o treino para o bebê não nascer antes da hora”; depois de 37 semanas, “faz bastante exercício para entrar logo em trabalho de parto”.

Mas o corpo não funciona assim.

O início do trabalho de parto não pode ser reduzido a um evento mecânico, como caminhar, agachar, correr ou fazer leg press. Ele depende de uma cascata biológica complexa, envolvendo placenta, bebê, membranas fetais, útero e colo do útero.

Para o trabalho de parto acontecer, o corpo precisa passar por uma sequência de sinais hormonais, maturação fetal, ativação das membranas fetais, maior responsividade uterina e amadurecimento do colo do útero.

O colo precisa amolecer, apagar e dilatar.

Por isso, exercício físico não induz o trabalho de parto. Nem antes, nem depois de 37 semanas.

O treino não é um gatilho do parto. Ele é parte do cuidado pré-natal, com benefícios associados à redução do risco de complicações obstétricas, como ganho de peso gestacional excessivo, diabetes gestacional, distúrbios hipertensivos, parto cesáreo e prematuridade.



Referência: Smith R. Parturition. N Engl J Med. 2007;356:271–283.

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