26/05/2026
Quando uma mãe, tia, avó ou amiga diz “isso acontece mesmo”, muitas vezes ela está contando a própria história sem nunca ter recebido orientação adequada.
O problema é que essa frase pode fazer outra mulher silenciar um sintoma que merece cuidado.
Perder urina ao correr, saltar, tossir, rir ou treinar não deve ser tratado como preço obrigatório da maternidade, da idade ou do exercício físico.
O silêncio não reduz o problema.
Na perda urinária aos esforços, urgência urinária ou aumento importante da frequência miccional, sem sinais de alerta, a fisioterapia pélvica pode ser a primeira porta de entrada.
Se houver dor, sangue na urina, infecções recorrentes, sensação de peso vaginal, dificuldade para esvaziar a bexiga ou piora progressiva, a avaliação médica com ginecologista ou uroginecologista deve entrar no cuidado.
Vergonha, medo de julgamento, achar que “é normal depois da gravidez”, medo de parar de treinar, falta de informação e até experiências ruins com profissionais fazem muitas mulheres demorarem para procurar ajuda.
E quanto mais o assunto vira tabu, maior a chance da mulher adaptar a vida ao sintoma em vez de tratar o problema.
E talvez a parte mais importante disso tudo seja entender que mulheres precisam conseguir falar sobre o próprio corpo sem constrangimento dentro do ambiente de treino.