Thiago Paiva

Thiago Paiva Oriento gestantes e atletas gestantes a treinarem com segurança. Utiliza como ferramenta a metodologia CORE360º, pioneira em treinamento funcional no Brasil.

Personal Trainer colaborador no Studio Eco Treinamento Funcional e Coordenador da Thiago Paiva Personal Trainer. Pós Graduando em Fisiologia do Exercício - CEFIT. Acredita que o corpo deve ser visto de uma forma integral e consciente, trabalhado de maneira completa com o intuito de se promover novas experiencias a partir do movimento.

26/05/2026

Quando uma mãe, tia, avó ou amiga diz “isso acontece mesmo”, muitas vezes ela está contando a própria história sem nunca ter recebido orientação adequada.
O problema é que essa frase pode fazer outra mulher silenciar um sintoma que merece cuidado.

Perder urina ao correr, saltar, tossir, rir ou treinar não deve ser tratado como preço obrigatório da maternidade, da idade ou do exercício físico.

O silêncio não reduz o problema.

Na perda urinária aos esforços, urgência urinária ou aumento importante da frequência miccional, sem sinais de alerta, a fisioterapia pélvica pode ser a primeira porta de entrada.

Se houver dor, sangue na urina, infecções recorrentes, sensação de peso vaginal, dificuldade para esvaziar a bexiga ou piora progressiva, a avaliação médica com ginecologista ou uroginecologista deve entrar no cuidado.

Vergonha, medo de julgamento, achar que “é normal depois da gravidez”, medo de parar de treinar, falta de informação e até experiências ruins com profissionais fazem muitas mulheres demorarem para procurar ajuda.

E quanto mais o assunto vira tabu, maior a chance da mulher adaptar a vida ao sintoma em vez de tratar o problema.

E talvez a parte mais importante disso tudo seja entender que mulheres precisam conseguir falar sobre o próprio corpo sem constrangimento dentro do ambiente de treino.

As vezes precisamos ser didáticos 🤭🥹Muitas mulheres passam meses se afastando justamente de uma das ferramentas que pode...
24/05/2026

As vezes precisamos ser didáticos 🤭🥹

Muitas mulheres passam meses se afastando justamente de uma das ferramentas que poderia ajudar no controle do ganho de peso, na força, na disposição, na dor, na glicemia, na capacidade funcional, na autonomia e no retorno ao exercício no pós-parto.

O problema é afastar a gestante do treino por medo, tradição ou orientação genérica.

A pergunta não deveria ser “gestante pode treinar?”

A pergunta deveria ser:

Como essa gestante pode treinar melhor, com segurança, individualidade e acompanhamento adequado?

Bons profissionais não inventam problemas para vender soluções prontas.Bons profissionais trabalham dentro do tripé da P...
21/05/2026

Bons profissionais não inventam problemas para vender soluções prontas.

Bons profissionais trabalham dentro do tripé da Prática Baseada em Evidências, utilizando a melhor evidência disponível, a sua experiência clínica/profissional e, principalmente, escuta ativa aos desejos e necessidades da aluna ou paciente.

Gestantes e puérperas não são frágeis,mas estão em um período em que medo, insegurança, dor, culpa, mudanças corporais e excesso de informação podem torná-las mais vulneráveis a promessas fáceis.

Por isso a orientação e o cuidado ofertado por bons profissionais se torna um item indispensável no seu pré-natal .

O bom profissional não inventa problemas, apenas ajuda a resolver 🙏.

20/05/2026

Você não precisa esperar o primeiro ultrassom para começar a se movimentar na gravidez.

O primeiro ultrassom tem um papel importante no seguimento obstétrico. Ele ajuda a confirmar a localização da gestação, avaliar a viabilidade embrionária, datar a idade gestacional e identificar o número de embriões. Mas ele não é um “sinal verde” obrigatório para iniciar ou manter exercícios físicos em uma gestação sem contraindicações.

Hoje, as principais diretrizes utilizam ferramentas de triagem validadas, práticas e seguras, que permitem avaliar riscos sem exigir exames de imagem ou liberação médica como pré-requisito universal para o exercício físico na gravidez.

E isso importa porque tempo também é saúde.

Quanto mais cedo a gestante abandona o sedentarismo e inicia uma rotina orientada, maiores são as chances de preservar capacidade funcional, controlar melhor o ganho de peso, reduzir o risco de complicações obstétricas e chegar mais preparada física e metabolicamente para a gestação, parto e pós-parto.

A gravidez não precisa ser um período de espera para começar a cuidar da saúde.

Trecho do poadcast realizado com a Dra.Alice, diretamente do .o2go junto com a Dra. Sílvia Casseb .ginecologia.gravidez , assista completo no YouTube.

19/05/2026

Treinar ao longo da gestação ajuda a mulher a chegar ao final da gravidez com mais capacidade física, mais autonomia e mais recursos para lidar com um corpo que mudou muito em poucos meses.

O exercício físico contribui para força, mobilidade, condicionamento e funcionalidade. Isso aparece nas tarefas simples: levantar da cama, agachar, caminhar, subir escadas, mudar de posição e seguir participando da própria rotina com mais independência.

Os benefícios também alcançam desfechos clínicos. A prática regular está associada à redução do ganho de peso gestacional excessivo, diabetes gestacional e distúrbios hipertensivos da gestação. Não é promessa individual, mas representa um dos pilares modificáveis mais relevantes do cuidado pré-natal.

O trabalho de parto pode exigir resistência, mobilidade, respiração, tolerância ao esforço e capacidade de mudar de posição. Chegar melhor condicionada pode fazer diferença na forma como a mulher atravessa esse processo.

E o pós-parto começa antes do parto. Um corpo estimulado, fortalecido e acompanhado durante a gestação tende a iniciar essa fase com uma base melhor para recuperar função, retomar movimento e voltar aos exercícios com mais segurança.

O exercício físico durante a gestação deve fazer parte do cuidado pré-natal. Ele contribui para a saúde materna, para a saúde fetal, para o preparo físico até o parto e para uma chegada mais segura ao pós-parto.

sua equipe está muito orgulhosa de você e o Joca só tem a agradecer por tanta entrega ❤️.

A atividade física materna durante a gestação está associada a benefícios para a mãe e para o bebê, incluindo menor risc...
18/05/2026

A atividade física materna durante a gestação está associada a benefícios para a mãe e para o bebê, incluindo menor risco de diabetes mellitus gestacional, menor ganho de peso gestacional excessivo, menor retenção de peso após o parto, menos sintomas de depressão e ansiedade, menor risco de incontinência urinária e melhores desfechos neonatais. Além dos benefícios representados na imagem, a prática regular também pode contribuir para melhor capacidade funcional, menor severidade de dores musculoesqueléticas, manutenção da saúde óssea, melhor condicionamento cardiorrespiratório e maior autonomia física ao longo da gestação.

*Pré-eclâmpsia: a atividade física durante a gestação está associada à menor probabilidade de distúrbios hipertensivos da gestação. Algumas meta-análises também apontam redução nas chances de pré-eclâmpsia, mas a evidência não deve ser comunicada como efeito direto .

📚Bhattacharjee J, Mohammad S, Adamo KB. Does exercise during pregnancy impact organs or structures of the maternal-fetal interface? Tissue Cell. 2021;72:101543. doi:10.1016/j.tice.2021.101543.

Ab**to espontâneo não acontece porque a mulher agachou, correu, treinou musculação ou pulou corda.No primeiro trimestre,...
13/05/2026

Ab**to espontâneo não acontece porque a mulher agachou, correu, treinou musculação ou pulou corda.

No primeiro trimestre, mais de 50% das perdas estão relacionadas a alterações cromossômicas embrionárias, ou seja, alterações genéticas incompatíveis com a continuidade saudável da gestação.

Também existem outras causas possíveis, como alterações uterinas, síndrome antifosfolípide, doenças tireoidianas, diabetes mal controlado, infecções, tabagismo, álcool e outras exposições.

Exercício físico não entra nessa lista.

As evidências atuais não mostram aumento do risco de ab**to em gestantes que se exercitam quando não há contraindicações médicas ou obstétricas.

E mais: exercício na gestação está associado a menor risco de diabetes gestacional, menor risco de distúrbios hipertensivos, menor ganho de peso excessivo, menor chance de cesariana e maior chance de parto vaginal.

Por isso, o problema não é treinar.

O problema é deixar de treinar por desinformação.

Referências:
ACOG Committee Opinion No. 804. Obstet Gynecol. 2020.
Barakat R et al. J Clin Med. 2023.
Davenport MH et al. Br J Sports Med. 2019.

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