11/06/2025
Preservar a saúde musculoesquelética durante a perda de peso na obesidade é crucial. A obesidade impacta negativamente a função musculoesquelética, aumentando o risco de quedas e fraturas, e a miosteatose (gordura no músculo) agrava esses desfechos.
A perda de peso, embora benéfica para a saúde cardiometabólica, pode levar à perda de massa muscular e óssea se não for bem gerenciada. A restrição energética pode resultar na perda de até 58% da massa livre de gordura.
Pilares para preservar a saúde musculoesquelética:
Proteína: Essencial para preservar a massa muscular durante a perda de peso. Ingestões de proteína de >1.0−1.3 g/kg/dia promovem a perda de gordura e atenuam a perda de massa magra.
Adultos: 1.2 a 1.6 g/kg de peso corporal/dia com treinamento de força.
Idosos: ≥1.2 g/kg/dia mesmo sem exercício; ≥1.6 g/kg/dia com treinamento de força.
Saúde Óssea: A ingestão de proteína não tem efeitos adversos na DMO e pode ter um efeito protetor na DMO da coluna lombar.
Treinamento de Força (TF): É a modalidade mais eficaz para manter/melhorar o tamanho e a força muscular e óssea. Deve ser central no programa de exercícios.
Vantagem sobre o Treinamento Aeróbio (TA): O TF mostrou-se superior ao TA na preservação da massa magra e DMO durante a perda de peso. O TA é bom para a saúde cardiometabólica, mas com benefícios limitados para os ossos.
Prescrição: 2-3 sessões/semana, 6-8 exercícios/sessão (corpo inteiro), 3 séries de 6-12 repetições, intensidade moderada-alta (RPE 4-5 progredindo para 6-8).
Progressão: Aumente frequência, complexidade, volume e intensidade para garantir a adaptação.
Nutrientes Complementares: Cálcio e Vitamina D são essenciais para a saúde óssea.
Adesão e Comportamento: A adesão é fundamental. Estratégias devem ser adaptadas ao indivíduo. O Modelo Transteórico de Mudança (TTM) e a Entrevista Motivacional (MI) são ferramentas úteis para apoiar a mudança de comportamento.
Perder peso com saúde envolve uma abordagem multifacetada: proteína adequada, treinamento de força e estratégias comportamentais personalizadas.
Referência: https://doi.org/10.1007/s11154-025-09968-3