19/08/2026
Hoje eu só estou de pé por causa de salvamentos pontuais.
Se não fossem eles, eu ainda estaria afundado na minha própria mornidão.
1. Meu filho
Ele me arrancou do egoísmo e daquela falta crônica de vontade. Me provocou a ter paciência e calma, coisas que eu já nem lembrava o que eram. Ele me despertou a necessidade urgente de amar sem medida: negar a si mesmo e viver pelo outro.
2. Cuidar da minha saúde
Por causa do Miguel, e depois pela Alice e pela Rebeca, decidi voltar a cuidar do meu veículo. Emagrecer, recuperar energia e disposição, sem conviver com dores no joelho e na lombar.
Eu não serei um bom pai, marido ou filho se começar a definhar por puro sedentarismo. Meus filhos não merecem um pai que não aguenta correr com eles. Minha mulher não merece um homem que resmunga de dor e não tem vigor. Não posso ser o peso deles. Preciso ser força, direção e exemplo.
3. Vida de oração e intimidade com Deus
Voltei de forma tímida, orando toda manhã, até virar um hábito que me faz falta se demoro a cumprir. Voltei a ler e meditar o Evangelho do dia. Me aproximei do espírito da Opus Dei para aprender a santificar o trabalho ordinário e a rotina comum. E levo a Alice comigo a todas as missas de domingo.
4. O estudo da Logoterapia
Tive meu primeiro contato com Viktor Frankl há muito tempo, mas agora mergulhei fundo. E o pouco que consegui absorver, com a ajuda do Ítalo Marsili, me resgatou de uma vida grotesca em vários sentidos. Estou reaprendendo a amar, a encontrar o sentido no dever diário e a servir a algo muito maior que meu próprio umbigo.
Farei disso meu ganha-pão, se Deus quiser. Fazer anúncio ou falar de marketing qualquer IA faz hoje em dia. Mas resgatar uma alma, tocar na profundidade do ser humano e buscar o que é insondável... isso é esplendoroso.
(continua no comentário)