14/07/2019
Você está preparado para esse futuro?
Ao invés de ficar acreditando em economistas e políticos de esquerda que querem vender um futuro maravilhoso do tudo grátis bancado pelo Estado (como se houvesse almoço grátis e não fosse o próprio cidadão que paga por tudo), é hora de partir para construir um futuro agradável para você e sua família!
Chegamos em 2049! Obviamente, não segui os conselhos de quanto ao uso de botox para fins estéticos. Mas isso pouco importa, pelo menos ainda tenho cabelo. O que me deixa feliz é ter mais argumentos para comprovar que vivi muito além da minha idade.
Nessas 3 décadas muita coisa mudou. Hoje governos são menos poderosos do que antes. Quando conto ao meu neto que uma eleição presidencial era capaz de dividir um país ele acha absurdo “Mãe, vovô está inventando histórias de novo”. O avanço do uso de moedas descentralizadas e de apps peer to peer tornou a tributação impossível de acontecer. A remessa de recursos, por exemplo, daqui para um amigo da República Basca (originária da fragmentação da antiga Espanha) acontece instantaneamente, praticamente de graça e sem que ninguém tome conhecimento. Com menos receitas os governos encolheram de tamanho. O poder econômico voltou a mão do povo e a máquina estatal se preocupa basicamente com justiça e segurança, financiando essas atividades através de taxas e não mais de impostos sobre renda, consumo ou produção.
Aliado a isso também tivemos um avanço tecnológico espetacular que levou o preço de boa parte dos itens à custar uma fração do que eram antes. O custo para se viver é baixo, e a economia do compartilhamento garante que possamos usar de tudo mesmo sem sermos donos de nada.
Mas nem tudo são flores. O apocalipse previdenciário deixou suas marcas. Mesmo após várias reformas, o aumento da expectativa de vida (agora em 100 anos) aliado a queda da natalidade (hoje temos só 2 jovens abaixo de 25 anos para cada pessoa acima de 60) tornou nossa previdência pública impossível de ser mantida. Quem enxergou que isso iria acontecer (alertas não faltaram) se preparou através de economias e não foi tão afetado. Quem confiou na promessa estatal se sentiu traído e obrigado a viver com muito menos do que o planejado. Por sorte, o avanço já descrito, propiciado pelos anteriormente chamados de “capitalistas malvadões”, salvou muita gente de passar necessidade.
Se eu pudesse dar um conselho para quem me seguia lá em 2019, esse seria: prepare-se para não depender do Estado, porque, na verdade, é ele que depende da gente.