27/08/2026
para um dos momentos mais marcantes da minha vida.
Participar de uma prova de Ironman é algo indescritível. Participar de um Ironman sendo convidado 4 dias antes da prova é ainda melhor.
Na verdade, defendo que qualquer esporte de endurece faz você se conhecer a níveis absurdamente profundos.
Essa prova consiste em 3,8km nadando, 180km pedalando e 42,2km correndo. Porém, no km 90 do ciclismo, um atleta acidentalmente me derrubou. Em poucos segundos lembro de olhar para trás, ainda no chão, e correr para fora da pista. O meu medo era ser atingido por outros ciclistas.
Olhei para a bike no chão, vi o s@angue no meu braço, mas percebi que não estava machucado a ponto de precisar parar. Consertei a bike com um pedaço de fita isolante e segui caminho.
Naquele momento, minha cabeça “mudou”. Não existia mais “não terminar”. Eu estava determinado a terminar o que havia começado. Algo havia ativado dentro de mim e eu assumo que gostei.
Confesso que não foi fácil. O braço ralado grudava no apoio e eu precisava jogar agua para “desgrudar”. As 4h30 de corrida foram acompanhadas pela dor da pancada na perna. Mas, depois de quase 11h chegamos ao fim.
Aprendi que algumas lições vem das situações mais difíceis. Não tem jeito.
Por outro lado, os maiores reconhecimentos também vem das situações mais difíceis.
Porque no fim das contas, a dor é passageira… Mas, a glória f**a para sempre!