31/08/2026
Uma das mensagens mais interessantes deste estudo seja justamente essa: quando o exercício é bem conduzido, a discussão não precisa ficar presa à ideia de “proteger” a lombar o tempo todo.
🔎 Os pesquisadores compararam exercícios com o peso corporal a um programa inspirado no powerlifting, ambos associados à mesma educação em dor. No grupo powerlifting, a progressão incluiu agachamento, levantamento terra e chegou até 1RM nas semanas finais. Ainda assim, os dois grupos melhoraram dor e incapacidade, sem superioridade do powerlifting.
🧩 E vale lembrar: a dor lombar crônica é uma condição multifatorial. Ela não pode ser compreendida apenas olhando para uma estrutura, um movimento ou para a quantidade de carga utilizada. Aspectos físicos, comportamentais e psicossociais também fazem parte desse processo. Por isso, a escolha do exercício precisa considerar muito mais do que simplesmente “poupar” ou “proteger” a coluna.
🧠 E esse ponto aparece nos próprios resultados do estudo: mudanças em fatores como medo e autoeficácia estiveram associadas às mudanças observadas em dor e incapacidade. O exercício também foi utilizado como uma forma de exposição progressiva a movimentos que geravam preocupação.
💪 Mais do que defender um exercício ou método específico, esses resultados reforçam uma ideia importante: a carga não precisa ser automaticamente tratada como inimiga na presença de dor lombar crônica. O exercício pode ser progressivamente adaptado à pessoa, às suas capacidades, aos seus objetivos e ao contexto.
⚠️ Isso, obviamente, não significa que toda pessoa com dor lombar deva treinar pesado ou realizar te**es de 1RM. A maioria dos participantes do estudo já era fisicamente ativa, e a amostra envolveu pessoas com dor lombar crônica inespecífica e critérios específicos de inclusão e exclusão. Extrapolar esses resultados para qualquer indivíduo seria inadequado.
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📚 Referência:
Gibbs MT. et al. Clinical Rehabilitation. 2022