24/07/2024
Era uma vez, lá no bairro Santo Rosa no Sambizanga, um craque da bola conhecido por todo mundo como Capitão Balack. Ele era o central do Pedra da Alegria, a equipa mais doida de todas. Balack era tipo uma muralha na defesa, ninguém passava por ele, e ele sempre com uma piada na ponta da língua.
Capitão Balack não tava sozinho nessa. Ao lado dele, na defesa, estavam Pedruce e Louco, o trio defensivo mais firmeza do bairro. Pedruce, com seus cortes na bola, e Louco, com suas maluquices, fechavam a defesa e deixavam os adversários a suar.
Mas o mais engraçado sobre Balack é que ele nunca jogava de chuteiras. Sempre usava umas sapatilhas velhas que o pessoal chamava de "bolos". Todo mundo ria e dizia: "Aí vem o Capitão dos Bolos!"
Desde p**o, Balack sonhava em ganhar o mítico torneio do Bucavu, que rolava nos campos poeirentos de terra batida do bairro. Ano após ano, Balack e a Pedra da Alegria lutavam, mas a vitória sempre lhes fugia, tipo areia escorrendo entre os dedos.
Na linha da frente, tinha o Pelito no ataque, um goleador nato que fazia piada até com os gols que marcava, e o Mário Inácio na meiuca, controlando o jogo e soltando suas histórias engraçadas.
Um dia, antes de um jogo importante do Bucavu, a equipa adversária começou a g***r do Balack e dos seus bolos. "Ei, Balack! Vais mesmo jogar com esses bolos? Vais escorregar antes de nos parares!", gozavam os jogadores. Balack, com um sorriso maroto, respondeu: "Quem precisa de chuteiras quando tem coração de leão e pés de dançarino?"
O jogo começou, e como sempre, Balack, Pedruce e Louco tavam em todas. Os adversários tentavam de tudo, mas passar por eles era tipo tentar passar por uma parede. Eles deslizavam, levantavam poeira, mas os bolos ficavam firmes. Cada corte na bola, Balack soltava uma: "Querem passar? Só com senha!" ou "Cuidado, zona de obras!"
A meio do jogo, aconteceu uma cena cómica. Um jogador adversário tentou driblar o Balack com uma finta espetacular. Mas Balack, rapidinho, roubou a bola e lançou um contra-ataque. A galera ficou boquiaberta, e alguém gritou: "Os bolos do Balack são mágicos!" Balack respondeu na hora: "São bolos voadores!"
Apesar de toda a luta e das defesas espetaculares do trio defensivo, a Pedra da Alegria não ganhou o Bucavu naquele ano. Mas uma coisa era certa: Balack ganhou o respeito e a admiração de todos. "Este ano não foi, mas no próximo venceremos, nem que eu jogue de pés descalços ou de patins!" disse Balack, rindo e mostrando os bolos cheios de terra.
Os anos passaram, e Capitão Balack continuou a ser a muralha da Pedra da Alegria, sempre ao lado de Pedruce e Louco. Pelito e Mário Inácio também continuavam a brilhar com suas jogadas e piadas. Eles não precisavam de troféus pra mostrar o valor, porque o respeito e a alegria de jogar pelo bairro eram as maiores recompensas. Viraram lendas, os heróis dos bolos voadores, os reis da comédia no futebol comunitário.
E assim, a história do Capitão Balack e seus bolos, junto com Pedruce, Louco, Pelito e Mário Inácio, ficou pra sempre nos corações do pessoal do Santo Rosa no Sambizanga, inspirando gerações de jogadores a lutar com garra, paixão e, claro, muito humor, independentemente das dificuldades. E quem sabe, um dia, os bolos do Balack não vão parar no Museu do Futebol Comunitário!
Obs: Os nomes dos personagem não são ficcionais, esta história surge em homenagem ao maior capitão de minha equipa,
BalackXIII